terça-feira, 29 de maio de 2012

Dois asteroides passam raspando pela Terra durante a madrugada

O asteroide 2012 KP24 passou nesta segunda-feira a apenas 42 mil km de distância da Terra, perto o suficiente para ser registrado pelo astrônomo amador Rolando Ligustri, que utilizou um telescópio robótico para fotografar o objeto.


Asteroide 2012 KP24
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Durante a aproximação, ocorrida as 12h04 BRT, o asteroide cruzou a orbita da Terra a 48 mil km/h. Algumas horas antes da aproximação máxima, quando o asteroide estava a apenas 340 mil quilômetros do nosso planeta, o astrônomo amador fotografou a rocha, de tamanho estimado em 26 metros de comprimento.


De surpresa, outro asteróide se aproximava do nosso planeta de maneira muito mais ameaçadora e durante a madrugada raspou nossa atmosfera a apenas 14 mil km da superfície, abaixo da altura dos satélites geoestacionários.

Batizado de 2012 KT42, o novo asteroide foi descoberto ontem, 28 de maio de 2012, por cientistas do observatório de Monte Lemmon, no Arizona, operado pelo centro Catalina de Pesquisas do Céu, da Universidade do Arizona, o mesmo que descobriu 2012 KP24.
De acordo com cálculos feitos pelos pesquisadores, baseados na magnitude absoluta o asteroide tem um tamanho estimado entre 3 e 10 metros.


animação mostra o movimento de 2012 KT42. Cada frame tem 5 segundos de exposição, registrada com telescópio de 2 metros de abertura do observatório de Remanzacco, na Itália



Apesar de não ter representado perigo de colisão, 2012 KT24 é um dos asteroides que mais perto chegou do nosso planeta. De acordo com dados do Programa de Objetos Próximos da Terra - NEO, da Nasa, o asteroide aparece na sexta posição. 2011 CQ1 foi o mais próximo e passou a apenas 11 mil km da superfície em 4 de fevereiro de 2011.


Modelagem orbital mostra a passagem do asteroide às 04h00 BRT




O momento da máxima aproximação de 2012 KT42 ocorreu as 04h00 BRT da madrugada de terça-feira. Modelagem de cálculo orbital mostra que a rocha atravessou o Atlântico sul, cruzou a África, Oriente Médio, Cazaquistão e Rússia, mas ainda não há registro se o objeto desintegrou na atmosfera.

Catalina Sky Survey/Mt. Lemmon Observatory, Solex/Aldo Vitagliano, Observatório Remanzacco, Apolo11.com.

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