quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Apocalipse em outras culturas Parte 2 - O Armagedon das trombetas e o Ragnarok


ISLAMISMO
A Trombeta do anjo apagará a luz do Sol e da Lua.

“Tudo quanto existe na terra perecerá. E só subsistirá o Rosto do teu Senhor, o Majestoso, o Honorabilíssimo”, diz a 55ª Surata, versículos 26-27, do Alcorão. É um anúncio do fim dos tempos para os muçulmanos. Assim como no cristianismo, no islamismo também há crença no dia do Juízo Final, quando Deus ressussitará e julgará os mortos, mandando os justos para o céu e os pecadores que não se arrependerem para o inferno. Não há data para o evento.

Antes disso, haverá a batalha final entre o representante do mal, o “falso profeta” Dajjal, uma espécie de anticristo, e Mahdi, O Bem Guiado, algo como um messias islâmico. Este Contará com a ajuda de Issa, o “filho de Mariam”, que ninguém mais é do que Jesus. Depois de destruírem Dajjal, Mahdi e Issa consolarão os que sofreram em suas mãos.

O combate será anunciado pela trombeta do anjo Israfil. No principio o som será melodioso, mas se intensificará e se tornará tão forte e assustador que destruirá o universo, levando à morte todos os seres vivos, reduzirá a pó todas as construções e fará as montanhas voarem pelo espaço, como flocos de algodão. As estrelas, os Sol e a Lua perderão sua luz e seu brilho e o céu se partirá. Por ordem de Deus, Israfil tocará a trombeta pela segunda vez. “ E a trombeta será soada, e ei-los que sairão dos seus sepulcros e se apressarão para o seu Senhor.”


Vikings
Uma batalha final em que nem os deuses sobrevivem


É provável que entre todos os mitos do fim do mundo conhecidos nenhum seja tão violento e devastador quando o dos vikings, povo que habitava a Escandinávia na Idade Média. Dele, ninguém escapa, nem Odin, o principal deus do panteão nórdico. Trata-se da lenda do Ragnarok, A Morte dos Deuses, narrada nos Eddas, conjunto de relatos míticos escritos por volta do século 13. Essas divindades viviam num lugar chamado Asgard, sob o comando de Odin. O lado do mal era liberado por Loki, expulso de Asgard e trancafiado numa prisão por causa de suas intrigas contra os parentes divinos.

O fim dos tempos começa com Fimbulvetr, um inverno que durará três anos. Loki escapará da prisão e comandará um exército de monstros e criaturas malignas contra as tropas de Odin. Entre eles, estão Fenrir, o lobo demoníaco, e Jormungad, uma serpente que emerge das profundezas do oceano. Heimdall, o arauto dos deuses, tocará sua trombeta pra alertá-los e a guerra começa. Nela, Thor, o deus do trovão, mata Jormungad, mas é morto pelo veneno expelido pela serpente moribunda. Loki e Heimdall lutam e um é morto pelo  outro. Odin ataca Fenrir, mas morre em suas mandíbulas. Vidar, seu filho, vinga sua morte, destruindo o lobo. Por fim, não sobrará pedra sobre pedra. A Terra e o próprio universo se incendirarão e todos os deuses morrerão, assim como a humanidade.

Mas não é o fim. De algum modo, surgem um novo universo e uma nova Terra, que serão governadas por uma nova geração de deuses. Um novo casal de humanos aparece e tudo recomeça. Diferentemente de mitos hindus, o Ragnarok não prevê um outro fim e outro recomeço. Tudo vai começar do Zero.




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